Coordenador da pós-graduação EAD ministra palestra no Teatro Corinthians

Postado em 21/06/2019



Para desmistificar algumas metodologias da hipertrofia e do emagrecimento criadas nos anos 1980/1990, o professor Dr. Alexandre Evangelista, coordenador de alguns cursos da pós-graduação EAD da Pós Universidade Brasil, ministrou uma palestra com o tema “Prescrição do Exercício para Hipertrofia e Emagrecimento”, no Teatro Corinthians, no Parque São Jorge, na noite de 18 de junho.

“Nas décadas de 1980 e 1990, ninguém pensava em colocar o ultrassom para ver se o músculo havia crescido depois de um determinado protocolo de treino. Ninguém pensava em colocar o aluno numa máquina de ressonância para ver se o músculo tinha aumentado. Hoje em dia, já se faz isso e, quando começou essa análise, você vê que muita coisa que se acreditava em relação ao treino caiu por terra. A partir desses estudos, sabe-se hoje que não existem treinos para secar e crescer, o treino para adaptar até existe, mas não da forma que é feito hoje”, esclareceu prof. Alexandre.

Segundo ele, para a hipertrofia são necessários três fatores: contração muscular, sobrecarga e alto grau de fadiga. No entanto, quando o treino é para iniciante, os profissionais da área devem atentar que o aluno tem pouca experiência com treinamento de força e muita tendência de sentir dor muscular de início tardio. “O indivíduo iniciante é muito sensível e o treinamento, quando trabalha com contração e sobrecarga, gera fadiga, dano tecidual, inflamação e dor. Por isso, não dá para ele começar o treino com 3 séries de 15 repetições”. No entanto, ele ressalta que, em casos de não iniciantes, não há necessidade de fazer séries para adaptar, para secar, para crescer, por que, na verdade, isso não existe, visto que o músculo não sabe contar, ele responde a estímulos.

O professor também abordou a crença do aeróbio em jejum. “Não tem nenhum estudo na literatura que comprove o resultado; pelo contrário, quando você faz um treino sem se alimentar, seja ele aeróbio ou na musculação, você trabalha com menor intensidade, porque você vai ter menos energia no músculo para poder realizar os movimentos necessários”, comentou ele. No decorrer da palestra, o professor também apresentou resultados de estudos recentes e eficazes para os praticantes que estão em níveis mais avançados de treinamentos.

 

Sobre o professor

Alexandre Lopes Evangelista é mestre (2007) e doutor (2012) em Ciências pela Fundação Antônio Prudente. Realizou pós-doutoramento em Educação Física pela Universidade São Judas Tadeu. Graduado em Educação Física pela Universidade São Judas Tadeu (2001), com especialização em Treinamento Desportivo pela UniFMU (2003) e em Fisiologia do Exercício pela Universidade Gama Filho (2004). É coordenador dos cursos de pós-graduação a distância em Medicina do Esporte e da Atividade Física, Personal Training: Metodologia da Preparação Física Personalizada e Prescrição de Exercícios para Obesidade, Emagrecimento e Saúde.

 

Fonte: Universidade Brasil